USANDO OS EMPATES

Pense bem, um empate mal feito costuma ser responsável pela maioria dos enroscos e ainda pode vir a se enrolar na linha no momento do arremesso e sem que o pescador perceba, acabar deixando a linha na água, esperando pela fisgada que nunca vai acontecer, já que linha, empate, anzol e isca estão todos embolados.

O empate deve ser bem feito, bem acabado, sem pontas sobrando ou alças para fora, de modo a evitar problemas. O certo é o que o pescador faça seus empates em casa, com calma, enquanto prepara sua tralha para a pescaria, sempre em número suficiente para os dias de pesca, assim, evita ter que preparar seus empates durante a pescaria, onde além de perder um tempo precioso, termina por fazê-los sem o devido capricho.

Um bom empate começa pela espessura da linha que não deve ser fina demais para a espessura de linha usada, o anzol e espécie de peixe que se pretende fisgar. Um empate feito com linha fina demais tende a se deformar rapidamente pela constante ação dos peixes, comprometendo a movimentação da isca e facilitando com que ele se enrole na linha quando arremessamos. Quando um empate começa a se deformar é sinal certo de que deve ser substituído imediatamente.

Não economize no tamanho do empate. É preferível um empate mais comprido que um curto demais. Um peixe grande é capaz de engolir o anzol e parte do empate também, por esse motivo que usa empate. Se for curto demais, o peixe pode facilmente chegar até a linha e cortá-la. Mais ainda: Peixes de couro, como o Pintado e o Jaú, costumam depois de fisgados dar uma boa corrida, fazendo com que a linha raspe na sua cabeça e costas. Um empate de bom tamanho pode evitar que a linha venha a se partir devido ao atrito com o corpo do peixe.