A AMAZÔNIA VIROU MAR

Estivemos pela 25ª vez, pescando na região Amazônica, mais uma vez neste lugar incomparável que é a região de Barcelos.

Mas para nossa surpresa, no mês de Janeiro, onde centenas de praias aparecem, dando aquela conotação impar ao lugar. Desta vez a região formada pelas águas que desde Setembro não baixaram, aumentou ainda mais, chegando a 9,5 m acima do nível normal.

Os grandes Tucunarés amazônicos, alvo mais cobiçado pelos pescadores, não só brasileiros, mas do mundo, não apareceram e os grupos com poucos resultados. Ouvíamos os peixes mata adentro, caçando os peixinhos, sem chance de efetuarmos os nossos arremessos.

Sem praia, sem barrancos e com as águas na copa das árvores, era impossível a realização de sua pesca. Mas o Rio Negro sempre nos traz opção do peixe de couro, que apesar do nível alto das águas e as constantes corredeiras, atrapalhando a referência do rio, nos obrigava a um trabalho mais intenso. Mesmo assim, batalhando e insistindo muito, conseguimos fisgar várias Pirararas arremessando encostado nas matas.

Mas a natureza é assim, sempre com muitas surpresas, fazendo da pescaria este encanto, com incertezas, ilusão e realizações. O grupo estava consciente do que iríamos encontrar pela frente e o mais importante em uma pescaria é a união, as brincadeiras e a descontração do pessoal. Isto é o que vale, o peixe é o item de menor importância, ele apenas é o complemento desta viagem mágica que se chama Amazônia.